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quinta-feira, abril 28, 2005

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Já não era sem tempo... Amanhã a esta hora já estarei no Porto... Na segunda estou de volta... E sinto que estes dias vão ser, simplesmente, fabulosos... Vou regressar à minha segunda casa... Vou tirar um tempo para organizar as ideias e deixar-me de coisas tontas...
Espero voltar cheia de coisas novas para escrever...
Vou ter saudades tuas... Espero que quando voltar ainda estejas aqui à minha espera...

quarta-feira, abril 27, 2005

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As palavras dela ecoaram na minha mente a noite inteira… Dei-me conta que demorei tempo demais a responder àquela pergunta… E sinto que foi a falta de convicção na resposta que lhe dei que me fez passar a noite em claro… Aquela pergunta e a minha resposta… A porta que deixei entreaberta, como se não pudesse, de todo, deixar que se fechasse… A vida é feita de escolhas e aquela foi a minha… Sei que ela não concorda… Já mo disse muitas vezes… Sei bem que acredita que a escolha correcta seria outra, a outra, e não aquela… Mas neste momento tenho de percorrer aquele caminho, mesmo que no final venha a perceber que afinal o caminho correcto era o outro…
A noite passada em claro fez com que algumas coisas não saíssem mesmo da minha cabeça… Senti que as forças me começavam a faltar… E isso ressentiu-se durante a tarde… Tive medo… Senti-me fraquejar… Mas o refúgio que encontrei naquele abraço e naquelas palavras serviram para amainar um pouco os meus receios… Sei que só com o tempo vou conseguir encontrar o equilíbrio necessário para deixar estes medos de lado… Só espero que quando esse tempo chegar não seja tarde demais, e ainda consiga encontrar refúgio naquele abraço…

segunda-feira, abril 25, 2005

Porque é bom relembrar... 

Em 2 de Janeiro escrevi este post... Mafalda Veiga e Jorge Palma... Uma música quase perfeita que hoje deixo, agora para se ouvir também, ilustrada com um Pôr do Sol a dois... Porque, afinal, um dueto é um dueto...

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"Tatuagens"
"Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti

Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar

Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim

Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão

Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti

Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar

Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim

Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão"


Uma letra lindíssima… Uma música simples… Duas vozes que se combinam de forma irrepreensível… Um dueto, simplesmente, fabuloso… Mafalda Veiga e Jorge Palma… Palavras para quê??? Basta ouvir…

domingo, abril 24, 2005

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Hoje queria escrever… Escrever até gastar todas as palavras… Escrever o que me vai cá dentro… Sinto-me bem… Sinto-me leve… Sinto-me livre… Mas, ainda assim, tenho medo… Receio do que as palavras me possam dizer… Conheço a minha realidade, mas não a tomo como certa… Nada o é… E tenho medo… Não devia, eu sei… As palavras que me são ditas deveriam ter o poder de me acalmar e mostrar que as coisas podem ser mesmo assim… Mas o resto faz os meus receios aumentarem… Sei que os meus medos não ajudam em nada… Mas eles existem… Eu quero fugir deles e não me sinto capaz… Não hoje… Logo hoje que eu queria tanto escrever…


sábado, abril 23, 2005

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Esta noite a Lua está cheia, plena, linda... Dá-me vontade de fechar os olhos e sonhar...


sexta-feira, abril 22, 2005

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No rasto do Sol

"Duas luas no céu e duas canções
Dois olhares que se cruzam a procurar
Um sol um luar
E todos os lugares onde a luz se pode abraçar

Doze luas em ti e sete marés
Sete barcos navegam a procurar
Um porto uma praia
Talvez no fim do mar onde alguém nos venha esperar

Vem comigo no rasto de sol
Eu vou contigo
Vem comigo do outro lado das muralhas
Eu vou contigo

Duas luas no céu na palma da mão
Dois olhares que se entregam até ao fim
Do corpo e da alma
Em todos os lugares onde o mundo me fala de ti

À tua volta há luz de sete luares
Sete barcos navegam para encontrar
Um fogo um calor
Talvez no fim de tudo haja força pra recomeçar
Vem comigo no rasto de sol
Eu vou contigo
Vem comigo do outro lado das muralhas
Eu vou contigo

Duas luas no céu e duas canções
Dois olhares que se cruzam a procurar
Um sol um luar
E todos os lugares onde a luz se pode abraçar

Vem comigo no rasto de sol
Eu vou contigo
Vem comigo do outro lado das muralhas
Eu vou contigo"

(Mafalda Veiga)

quinta-feira, abril 21, 2005

Em jeito de corrente literária, aqui vai... 

O Mokomaori lançou o desafio, e eu não podia deixar de responder…

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro querias ser?
Pois, aqui está um problema, não conheço o “Fahrenheit 451” … Gostar, gostar, gostava de ser o “Ensaio sobre a cegueira”, do Saramago…

Já algumas vezes ficaste apanhadinho(a) por uma personagem de ficção?
Por acaso não… Mas deve ser algo engraçado… :-)

Qual o último livro que compraste?
O “Em busca do tempo perdido II, À sombra das raparigas em flor”, do Proust…

Qual o último livro que leste?
O “Em busca do tempo perdido I, Do lado de Swann”, também do Proust…

Que livro estás a ler?
Nada de cariz literário… Estou a ler o “Direito Penal” do Figueiredo Dias, e os “Problemas fundamentais de direito penal” do Roxin… Leitura interessante e educativa… Vale a pena tirar Direito só para ler o Roxin… LOL (onde é que eu já ouvi isto)…

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Bem, isso é complicado…
O “Ensaio sobre a Lucidez”, do Saramago, porque já tenho o livro há quase um ano e ainda não o li…
Os restantes volumes do “Em busca do tempo perdido” do Proust, porque não fujo aos desafios que me são lançados e estou a adorar os livros…
O “Servidão Humana” do Somerset Maugham, porque adorei o livro…
A “Antologia poética” do Eugénio de Andrade, porque sem poesia a vida é menos bonita…
E o “Não há coincidências” da Margarida Rebelo Pinto, porque foi o livro dos meus 16 anos…

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
Vou passar:

Ao
Bem Visto
Ao
Gonçalo
E à menina do
2º Esquerdo

segunda-feira, abril 18, 2005

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Sinto-me bem neste lugar.

Fecho os olhos e recuo no tempo. Tenho outra vez oito anos e vejo o Avô sentado num banco do jardim. Veio comigo, como sempre. Eu queria vir brincar para o parque e o Avô trouxe-me. Viemos devagarinho, porque o Avô não pode andar rápido. Gosto tanto deste lugar. É tudo tão grande. Posso correr e pular à vontade. O Avô diz-me sempre para não ir para muito longe, mas eu não ligo. E corro na esperança de levantar os pés do chão e voar. Quando fico cansada olho para trás. O Avô continua sentado no banco do jardim à minha espera. Quando me aproximo olha-me com cara de quem me vai ralhar, mas não o faz. O Avô ralha pouco comigo, isso é trabalho para a Avó. E quando o faz é porque fiz asneira de verdade. Sei que sou muito irrequieta e reguila, e que estou sempre a fazer o que não devo. E a Avó está sempre a ralhar comigo. Mas com o Avô é diferente. Consigo olhar para ele e perceber que não me portei bem, sem que ele tenha de dizer uma única palavra. Olho para o Avô com ar arrependido por não ter obedecido e ter ido para longe, e digo baixinho “Desculpe!”. O Avô olha para mim e diz “Vamos embora que a tua Avó já deve estar à nossa espera.”. E assim regressamos a casa. Não dou a mão ao Avô. Vou sempre um pouco mais à frente, ainda aos pulinhos. Em tom de brincadeira o Avô diz que tenho bichos carpinteiros e eu acho engraçado.

Abro os olhos e regresso ao presente. Este jardim já não me parece tão grande como antigamente. Antes, todos estes recantos me pareciam imensos e fantásticos. Cada um escondia os seus mistérios e era uma nova oportunidade de aventura. Não foram raras as vezes em que regressei a casa com feridas nos joelhos e nas mãos. Hoje são apenas recantos num jardim calmo e silencioso. Quando eu aqui vinha brincar, este lugar estava sempre cheio de crianças. Agora é só um jardim onde se vêem algumas pessoas mais velhas sentadas nos bancos com o olhar perdido no tempo e no espaço.
Este lugar tem o poder de me fazer recuar no tempo e relembrar mais um pouco, e mais uma vez entre tantas, o Avô. Ainda hoje tenho vontade de chamar por ele, “Avô! Avô!”, como tantas vezes fiz. Mas percebo que não vale a pena porque não o vou encontrar a olhar para mim ali, sentado no banco do jardim. E é então que fecho os olhos e baixinho, num murmúrio quase silencioso, digo “Avô, tenho saudades suas!”.

domingo, abril 17, 2005

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Hoje,
sinto-me
assim...


sexta-feira, abril 15, 2005

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Enquanto escrevia as saudades apertaram… E as recordações sucederam-se… As horas passadas no “Energia”, as festas da escola, as aulas, as conversas, enfim, tudo aquilo que rodeava o nosso grupo de amigos… Éramos um grupo divertido e unido… Depois as coisas mudaram… Eu vim embora… Houve alguns que não entraram logo para a faculdade e ficaram mais um ano lá na escola… Outros entraram para a faculdade no Porto e em Braga… E outros foram trabalhar… Sem esquecer a Juca que foi Mamã…
É a recordar estas pequenas coisas, que tornaram aqueles anos inesquecíveis, que me apercebo da relatividade do tempo… Percebo como o tempo passou tão rápido… Percebo que há pessoas que entraram na minha vida e saíram de seguida… Que também há as que entraram e eu mandei embora… Que há as que entraram e que eu não quero que saiam… E que há ainda as que não deixei, simplesmente, entrar…
Ao longo destes quase quatro anos mudei, cresci, errei e paguei os preços dos meus erros… Mas o tempo não parou por isso… E hoje olho à minha volta e percebo isso mesmo… O tempo não parou nem vai parar só porque eu não estou bem… E é por isso que há que encarar a vida nos olhos e seguir em frente…
Aprendi que não há um caminho, mas sim caminhos… E que depende só de mim escolher o que me parece mais indicado… Aprendi também que não vale a pena fazer grandes planos porque, de um momento para o outro, a vida pode trocar-nos as voltas… O tempo passou e aprendi que tenho de saber viver um dia de cada vez, querendo que ter amanhã aquilo que tenho hoje, sem nunca ter a certeza de que o que tenho é realmente meu… Porque não somos donos de nada… Porque o tempo passa e nos deixa à deriva se não soubermos perceber os sinais que ele nos dá… Porque o tempo é soberano… E é ele que comanda as saudades e as faz surgir, como tem feito nos últimos dias…
Tenho saudades tuas, Baixinha… Tenho saudades do Mano e do Hugo… Da Juca e da Ju… Porque as saudades estão dentro de mim… Porque o tempo passou e a distância não quebrou os laços que nos unem… Porque há amizades, como a nossa, que não têm definição… Porque o tempo, em vez de as enfraquecer, vai fortalecendo… Além disso eu tinha razão…

terça-feira, abril 12, 2005

"My explanation" 

There must be some explanation
To all my frustrations
Inside my head.
I’ve always dreamed before it could be
And I still dream...

I know I can’t change my past,
It’s time to move on, at last.

I’ve not always been as strong as I can,
But I know that
I had my ups and downs...
I lost myself yesterday...
Time moves mountains, they say...

I’m gonna change that tonight!
I’m gonna feel alright!
Just as long as the stars still shine...

I’ve tried to do my best all my life,
But time showed me it’s not enough to try,
That no one can’t deny...
I’m gonna get it right this time!

I’m gonna change that tonight!
I’m gonna feel alright!
Just as long,
As long,
As the stars still shine...
I’ve not always been as strong as I can...

I've not always been as strong as I can,
and I really wanna change that tonight,
but I just can't.
I just can't...

(Ez Special)

domingo, abril 10, 2005

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Hoje dei por mim perdida nos pensamentos, como tantas vezes acontece, mas de um modo diferente… Pensei no tempo que passou e no que falta passar… Pensei nas voltas e reviravoltas que a vida deu e ainda dará… Pensei, acima de tudo, na importância das pessoas… A que lhes damos e a que elas verdadeiramente têm… Pensei no que sou e no que dou de mim aos outros… Lembrei-me do Palma e daquele verso com o qual me identifico tanto… “Dou-me com toda a gente, não me dou a ninguém”… A minha verdade, aquela que quero combater e não consigo… Porque às vezes as nossas verdades não são o melhor para nós… E por isso vou tentando sair da concha…
Penso naquilo que me rodeia e reparo que as banalizações são uma constante… Penso nas realidades que partilho e percebo que a banalização de palavras é a constante mais assustadora… Banalizam-se sentimentos sob a forma de palavras… E isso assusta-me… Recordo uma conversa que tive com um amigo há algum tempo atrás… Falávamos de sentimentos e de palavras… Recordo-me de lhe ter dito que a palavra “Amor” me assustava… Recordo-me de lhe ter dito que nunca a tinha dito a ninguém… Recordo-me de ele ter-me dito que isso era normal, e que um dia esse meu medo iria passar… Aquela conversa surgiu na minha mente e fez-me, mais uma vez, pensar… Talvez o meu amigo tenha razão… Ainda não aprendi essa lição da vida…
Olhei em volta e nada pareceu fazer muito sentido… Voltei a olhar e reparei que talvez não seja bem assim… Este deserto em que me encontro é um refúgio do qual já me cansei mas não me consigo libertar... Talvez ainda não esteja preparada… Se calhar não sou assim tão forte como os outros pensam… Ou então é mesmo o meu medo de enfrentar determinadas coisas sem a minha concha como escudo…
Sair daqui depende só de mim, da minha vontade… E a minha vontade é soberana… Por isso vou em frente… O resto vem com o tempo…

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Nada é certo… A vida muda e altera-se ao sabor do vento… Na brisa que passa tento encontrar as respostas que em mim penso existirem… Nada do que julgava certo o é… E a vida vai mudando tudo de lugar… Mas a mudança é boa quando sabemos olhá-la nos olhos sem receio… Por vezes, sem nos darmos conta, a vida encarrega-se de colocar no nosso caminho pessoas que têm o condão de nos fazer sorrir… E é por isso que nunca ficamos verdadeiramente sozinhos… Ainda assim há coisas difíceis… Quero acreditar no que me é dito, e que um dia aquelas palavras serão a minha realidade… Mas não sei se sou capaz…


quarta-feira, abril 06, 2005

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Adorei...
Obrigada...
Beijo,
Ana

domingo, abril 03, 2005

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Voltei… O tempo que estive longe fez-me muito bem… Arrumei o sótão… Limpei o pó a todas as prateleiras e coloquei tudo no seu devido lugar… Desta vez não fechei a porta, porque sei que se ela estiver fechada vou ficar tentada a abri-la e a remexer no que deve ficar onde está… Assim, com a porta aberta, a tentação é menor, porque nada me impede de lá entrar… Mas tive o cuidado de deixar espaço nas prateleiras, porque a vida é uma constante mudança e sei que ainda vou precisar de arrumar muitas vezes o sótão…
A viagem e a distância serviram para que eu percebesse determinadas coisas que me fizeram crescer mais um pouco… Mas, acima de tudo, consegui perceber que não perdi coisas que julgava ter perdido… Não perdi a vontade de querer ser feliz nem a capacidade de sorrir… Voltei revitalizada, com a cabeça em ordem, mais forte e com vontade de recomeçar… Porque o mundo não pára e a vida é uma jornada constante que eu quero percorrer da melhor maneira possível…
No voo de regresso a Lisboa descobri esta música “Born to Try”… Adorei… Tomei atenção à letra e identifiquei-me logo… Por isso aqui a deixo… Porque sou aquilo que se vê… Porque norteio a minha vida e as minhas atitudes pelos valores que me foram ensinados… Porque não sou perfeita e cometo erros… Porque sei que, às vezes, é mesmo necessário sacrificar algumas coisas de que gostamos… Porque, apesar de algumas adversidades, não desisto e tento sempre mais uma vez… Porque chega de lamentar o que correu mal, e há que olhar em frente e desejar que tudo corra bem… Porque só assim é que a vida vale a pena…
Adorei as férias… Voltei com vontade de aprender italiano… Regresso em Agosto para ver o Lago descongelado… E regresso em Dezembro, já com a Mana, para passar o Natal e aprender a esquiar… Adorei Saint Moritz… Ficou-me no coração...
Amanhã recomeçam as aulas e a etapa final do 4º ano… Agora vai ser a doer... O tempo vai escassear… Mas o que é realmente importante terá sempre a minha atenção…


Born to Try 


"Doing everything that I believe in
Going by the rules that I've been taught
More understanding of what's around me
And protected from the walls of love

All that you see is me
And all I truly believe

That I was born to try
I've learned to love
Be understanding
And believe in life
But you've got to make choices
Be wrong or right
Sometimes you've got to sacrifice the things you like

But I was born to try

No point in talking what you should have been
And regretting the things that went on
Life's full of mistakes, destinies and fate
Remove the clouds look at the bigger picture

And all that you see is me
And all I truly believe

That I was born to try
I've learned to love
Be understanding
And believe in life
But you've got to make choices
Be wrong or right
Sometimes you've got to sacrifice the things you like

But I was born to try

All that you see is me
All I truly believe
All that you see is me
And all I truly believe

That I was born to try

I've learned to love
Be understanding
And believe in life
But you've got to make choices
Be wrong or right
Sometimes you've got to sacrifice the things you like

But I was born to try

But you've got to make choices
Be wrong or right
Sometimes you've got to sacrifice the things you like

But I was born to try"
(Delta Goodrem)

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